quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Vai-se o dia


Vai-se o dia
E passo contemplando a imensidão que a mim se estende
Novos caminhos, novas escolhas, todas cheias de possibilidades.
Retorno aos poucos a velhos conhecimentos
Sinto como se estivesse chegando em casa
E tudo me é familiar, e tudo me é belo.
Mas não me engano, essa sensação não é nova.
Na verdade recordo-me de senti-la várias vezes
Mas por algum motivo acabaram-se em fracassos
Momentâneos, passageiros... Porém passaram-se séculos me parece.
E na verdade o que me volta é a certeza de que realmente se passaram séculos
E continuo aqui, na minha estrada, fazendo meu caminho.
O peso que me toma os ombros parece insuportável
Mas a perspectiva que se abre é muito maior
Parece-me que conecto-me a algo muito maior
Porém, vai-se o dia, e continuo aqui apenas deslumbrado.
Linha tênue essa em que me encontro
Entre o saber demais, entre querer mais, e nisso me perder e não agir.
Já diz o texto sagrado: "...a fé sem obras é morta".
Súplicas sobem aos céus, para que não se me perca o caminho.
E continuo indo junto ao dia que se vai, sempre em frente.



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