quarta-feira, 22 de abril de 2020

A benção da vez


Enfim, o fim dos tempos chegou.
A tão esperada e falada hora
Aquela, que pregaram todas as religiões em todas as eras.
O momento final para qual converge toda a história da humanidade
É chegado o famoso "The End"
Será? 
Será que após tudo isso, acabaríamos assim?
Parando para pensar um pouco, não parece estranho?
Uma força desconhecida, onipotente, onisciente e onipresente, nos tenha criado apenas para acabarmos assim, do nada?
Não meus amigos, creio que não, seria muito pouco provável.
Acho que estamos apenas começando uma nova era do planeta
Iniciando um novo despertar, nos lembrando do que realmente importa.
O hoje, o agora, o já, o presente!
Estávamos todos imersos em nós mesmos
Arrogantes de nossas próprias vidas
Hoje, onde o óbvio incrivelmente tem de ser provado
Pois onde a ignorância grita, forçoso se faz o entendimento lógico.
Notícias pululam incessantemente, vinda de todas as direções.
Nos perdemos entre tantas palavras, gestos, agressividades gratuitas.
Vivemos dias de aflição, de angústia, de terror velado.
Nesse dias tão difíceis é que contamos mais uns com os outros
É na necessidade que o amor se faz mais presente 
Não mais a dor do outro nos será alheia
Simplesmente, porque não existe o outro.
E aos poucos vamos enxergando a realidade dessa realidade
Antes acostumamo-nos a ficar sem transparecer nossos sentimentos, nossa essência.
Se é que sequer sabíamos quem realmente éramos
Pois nos acostumamos a viver nesses personagens pré estabelecidos
Nos acomodamos em papéis mecânicos e sem profundidade, profundidade espiritual
Sim espiritual, pois é exatamente isso que somos não é mesmo? Espíritos?
Hoje, com essas mudanças no mundo todo
Nos vemos tal qual realmente somos
Frágeis, indefesos, desprotegidos e sozinhos.
Sim, pois é assim que viemos ao mundo e que dele sairemos.
A coragem transfigurada em fé é nossa única companheira diante do desconhecido
Temos a chance de fazer tudo diferente, de encarar toda essa situação por uma nova perspectiva.
Alguém já disse um dia que seria loucura querer resultados diferentes, fazendo a mesma coisa.
Então façamos tudo, absolutamente tudo diferente.
Que possamos colocar na devida ordem a importância das coisas
Não mais as frivolidades e futilidades desse mundo ilusório em que vivemos
Que abramos nossos corações e alma para o que realmente existe, para o que  e quem realmente importa!
Deus (ou qualquer outro nome que você dê à Força Criadora), colocou em cada um de nós um senso lógico, da dualidade da vida, do aparentemente certo ou errado, aparentemente bom ou mal.
É hora de acalmarmos nossos pensamentos, nosso corações, e olharmos para dentro.
O que seu entendimento sobre essa dualidade lhe diz?
Qual caminho você escolherá?
No final das contas importará somente a você, e é tudo experiência.
Lembre-se, o que importa de verdade é a mensagem, e não o mensageiro!
















quarta-feira, 15 de abril de 2020

Stregheria




A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália.
Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com jóias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte.
Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a idéia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar "aos humanos", portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália.
A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e os cultos mágicos aos deuses foi considerado ilegal .As Sacerdotisas de Diana se refugiaram em vilas isoladas... onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existem até hoje na Itália moderna.
A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países pois as bruxas italianas se mantiam em vilas isoladas e eram geralmente muito bem toleradas.
A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc...
Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I'ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300... Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais .


Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.
A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal.
Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. as mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles.
Isto também se dá com os meninos que florecem mais tarde na magia que as meninas.


Objetos usados na Strega:


A concha: a mais antiga ferramenta que se tem conhecimento na Strega é a concha. Elas representam o útero feminino, a deusa, e é muito usadas em invocações. elas podem ser de vários tamanhos mas do tipo da concha da "shell", são colocadas em altares com água do mar com uma pequenina concha no centro da maior para representar o poder da lua, a concha maior simboliza a grande deusa e a menor o pedido a ser feito para a deusa, ela pode ser preenchida com licor Stregha que ao pegar fogo representa a divindade.

A varinha: pode ser feita de árvores frutíferas tomando um galho delas de forma consagrada, cada árvore tem um poder respectivo que imanta a varinha com este poder. Quando formos colher um galho de uma árvore para fazer uma varinha devemos fazer uma reverencia a o espírito dela. A varinha representa a extensão do braço humano e ela pode ser usada desde para debelar uma demanda espiritual até mandar uma mensagem .É o símbolo do elemento ar.

O cálice: O cálice é uma derivação da concha ,também simbolizando o útero sagrado, a mesma associação feita à concha, o cálice está associado á compaixão e ao poder pessoal.

A espada ou athame: também chamada espada da razão , ela é necessária para manter a estabilidade mental. E associada ao elemento fogo onde foi forjada.

O pentagrama: O pentagrama original Stregha eram feitos em rochas ou substancias naturais como madeira, couro. Eles sempre foram usados como símbolos de proteção e para delimitar um espaço sagrado.

Nantabag: A Nantabag é usada na Stregha para manter sempre perto da bruxa seus objetos usados para os rituais e para ela criar sua magia em qualquer lugar e qualquer tempo. Ela é feita de couro ou tecido de algodão e nela temos representações em miniaturas das ferramentas usadas em rituais.

Uma típica Nantabag contém:

um cálice
uma varinha ou a própria semente da árvore
um pentagrama cunhado em uma moeda
uma pedra representando a terra
uma pena representando o ar
um incenso
duas velas pequenas brancas
um pedaço de corda com os nós
um pequeno copinho para o licor
uma pequena concha, um símbolo da deusa
uma porção de sal
algumas ervas
seu objeto de poder pessoal, que pode ser um amuleto, um cristal etc...

A vassoura: A vassoura é usada na Stregha como proteção e para rituais de banimento, a vassoura é um símbolo de como uma bruxa Stregha pode viajar no astral, se projetar para qualquer lugar, entrar em qualquer porta e em qualquer área. Em rituais de banimento ela é usada atravessada na porta de entrada com o sal para remover as energias negativas, quando atravessamos a vassoura na porta de entrada de uma casa estamos impedindo a entrada de qualquer energia.

Tesouras: As tesouras são usadas para quebrar feitiços e para ajudar nas conexões astrais, deve ser colocadas sobre as janelas ou atrás das portas para cortar qualquer maldição.

O caldeirão: É usado nos rituais em celebração e oferendas aos deuses e espíritos.O ponto central do altar da bruxa Stregha é a chama azul gerada pela queima do Stregha, um licor preparado especialmente para os deuses que pode ser colocado no caldeirão ou na concha.

Oratório: O oratório é usado para representar um templo sagrado suportado por duas colunas esse oratório deve ser colocado sobre a terra e de maneira que oferendas possam ser feitas nesse lugar, o oratório é o ponto principal onde os velhos espíritos se comunicam com a Stregha. A imagem da deusa, de um anjo pode estar contido no oratório, um prato com leite, vinho e mel deve ser oferecido aos deuses, velas acesas, jóias, pinturas e os objetos pessoais da bruxa.

Deuses e Deusas

Agenoria: deusa etrusca para despertar ações
Anterus: deus da paixão.
Aplu: deus etrusco do tempo.
Astréa: deusa da justiça.
Belchans: deus etrusco do fogo.
Carmem ou Carmina: deusa dos encantamentos e dos feitiços.
Caltha: deus etrusco do sol.
Cloacina: deusa etrusca de tudo que é sujo e obsceno.
Charun: deus etrusco do submundo, sua função é governar a morte e transportar as almas para a vida após a morte.
Comos: deus das bebidas.
Corvus: mensageiro dos deuses.
Cópia: deusa da prosperidade.
Diana: deusa triplice, jovem, mãe e anciã, a deusa das bruxas.
Dianus: deus da fertilidade, deus cornudo das florestas, com sorte de Diana.
Egéria: deusa etrusca das fontes, ela possuia o dom da profecia.
Fana: deusa da terra, das florestas e da fertilidade.
Faunos: o masculino de Fana.
Februus: deus etrusco da purificação iniciação e morte.
Felicitas: deusa etrusca da boa sorte.
Feronia: deusa etrusca que protege a liberdade dos homens, a vida nas florestas e as cabanas aos pés das montanhas.
Fortuna: deusa do destino, da fortuna, da sorte e da fertilidade.
Furina: deusa etrusca da noite e dos ladrões.
Horta: deusa etrusca da agricultura.
Jana: deusa da lua.
Janus: deus etrusco do sol, dos portais, dos limites, associado com jornadas.
Losna: deusa etrusca da lua.
Lupercus: o deus lobo, deus da agricultura.
Nethuns: deus etrusco da água fresca.
Nox: deusa da noite.
Pertunda: deusa do amor sexual e dos prazeres.
Tagni: nome mais velho do deus da bruxaria.
Tana: deusa das estrelas.
Tanus: deus das estrelas, consorte de Tana.
Tuchulcha: deusa etrusca da morte, ela é parte humana, parte pássaro, com cobras nos cabelos e nos braços.
Umbria: deusa das sombras e de tudo que é secreto.
Veive: deusa etrusca da vingança, é retratada com um jovem coroado de louros com arco e flecha nas mãos.
Vesta: deusa do fogo e do coração.
Zirna: deusa etrusca da lua, ela é representada pela meia lua.


Bibliografia:
A Bruxaria Hereditária
Etruscan and Roman Remains in Popular Tradition